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O papel do jornalismo policial e suas polêmicas na defesa da sociedade

Por Marcelo Abrantes, advogado e jornalista

O jornalismo policial é feito no calor da rua. É o barulho da sirene, o olhar da vítima, o clamor da comunidade. Mostra o que muita gente tenta esconder e, por isso, incomoda. Cada notícia é um chamado à consciência. Cada reportagem, um espelho da sociedade que insiste em fingir que não vê.

Não é raro que esse tipo de jornalismo seja cercado por polêmicas. Há quem o acuse de exagero, há quem o veja como exageradamente real. Mas quem está do outro lado da câmera sabe que a verdade não tem maquiagem. Ela dói, causa desconforto, mas também desperta o senso de justiça. Mostrar a dor de um povo não é sensacionalismo, é compromisso.

Defender a sociedade é cobrar ação do Estado, denunciar o abandono, dar voz a quem sofre. A notícia, quando contada com respeito, é instrumento de mudança. É ponte entre a revolta e a razão. E o jornalista policial caminha nessa linha fina entre o impacto e a responsabilidade.

A palavra pode ferir, mas também pode curar. A força do microfone está em usá-lo para acordar consciências, não para alimentar o caos. Quando o jornalismo policial é guiado pela verdade e pela dignidade humana, ele deixa de ser apenas notícia e se torna proteção. A polêmica passa. A emoção também. Mas o compromisso com o povo permanece. E é isso que diferencia o comunicador que grita do profissional que transforma.

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