O prefeito de Couto Magalhães, Júlio César, se reuniu com o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende, para discutir uma proposta alternativa ao estudo de arranjos regionais dos resíduos sólidos urbanos no Tocantins. A ideia é articular municípios vizinhos, como Colméia, Goianorte, Itaporã e Pequizeiro, em torno de um novo modelo de compartilhamento da infraestrutura existente na região.
O encontro ocorreu após mobilização da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que tem incentivado os gestores municipais a apresentarem sugestões e contrapropostas ao estudo elaborado pela consultoria Envex Engenharia, com financiamento do Ministério das Cidades. O documento propõe a formação de consórcios intermunicipais e a utilização de aterros e estações de transbordo compartilhadas para otimizar a gestão dos resíduos sólidos no Estado.
Pelo modelo atual, Couto Magalhães continuaria destinando seus rejeitos ao aterro sanitário local, em funcionamento desde 2022, enquanto os municípios vizinhos encaminhariam seus resíduos para uma estação de transbordo em Colinas do Tocantins. O prefeito Júlio César, no entanto, sugeriu que esses municípios passem a utilizar o aterro de Couto Magalhães, o que, segundo ele, reduziria custos logísticos e tornaria o sistema mais eficiente.
A proposta foi bem recebida pelo secretário Divaldo Rezende, que considerou a iniciativa um exemplo de participação ativa dos municípios no planejamento regional. “É esse tipo de envolvimento que fortalece a regionalização e garante soluções mais adequadas à realidade local”, avaliou o secretário.
O estudo que serve de base para as discussões abrange quatro estados, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Pará, e busca tornar a gestão de resíduos mais sustentável, incentivando a formação de consórcios e o uso racional da infraestrutura existente.
Uma audiência pública sobre o tema está marcada para o dia 17 de novembro, no auditório da Unitins, em Palmas. O evento vai reunir representantes do governo, prefeituras e sociedade civil para debater as propostas e definir ajustes no modelo de regionalização da gestão dos resíduos sólidos.







