Alunos do quarto período do curso de Psicologia da faculdade Uninassau desenvolveram uma atividade de extensão voltada à conscientização sobre o uso excessivo de telas entre crianças, no Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) João e Maria, em Palmas. A ação integra a disciplina Atividades Práticas Interdisciplinares de Extensão II, sob orientação do psicólogo e professor Hytalo Mangela.
O projeto foi inspirado na iniciativa “DivertidaMente”, já realizada pela escola, que busca ensinar às crianças o funcionamento do cérebro e das emoções de maneira lúdica. A partir dessa experiência, os acadêmicos propuseram uma nova intervenção abordando um tema atual e desafiador para pais e educadores: o impacto do tempo excessivo diante de telas no desenvolvimento infantil.
Para transmitir a mensagem de forma leve e envolvente, os estudantes criaram uma encenação com fantoches, que despertou o interesse das crianças e estimulou a reflexão. Entre os personagens estavam Zezinho, um menino que passava o tempo todo no celular; seu Zezé, o avô preocupado com o comportamento do neto; e Juquinha, o amigo que ajuda a mostrar os prejuízos do uso exagerado das telas. Durante a atividade, as próprias crianças foram convidadas a interagir com os personagens e contribuir com soluções para que Zezinho passasse a aproveitar melhor o tempo livre com brincadeiras fora das telas.
De acordo com o professor Hytalo Mangela, a proposta foi unir teoria e prática em um exercício de empatia e observação psicológica. “Esse tipo de intervenção permite que os alunos desenvolvam habilidades de escuta e comunicação com o público infantil, além de compreenderem como o comportamento e o ambiente influenciam o desenvolvimento das crianças”, destacou o docente.
A professora Denize Bernarda da Silva Simas, do Pré-Escolar II do CEMEI João e Maria, destacou a importância da parceria com os acadêmicos para o aprendizado das crianças. “Foi uma experiência muito rica. As crianças se encantaram com os personagens e compreenderam de forma simples o que significa passar tempo demais nas telas. A linguagem lúdica usada pelos estudantes facilitou a compreensão e reforçou o que trabalhamos diariamente em sala: o equilíbrio entre o uso da tecnologia e as brincadeiras que estimulam a convivência e o desenvolvimento”, afirmou a educadora.








Uma resposta
Parabéns 👏 tema muito necessário e a linguagem não poderia ser melhor.