A Jornada Nacional de Inovação da Indústria encerrou a etapa Centro-Oeste nesta quinta-feira (30), em Goiânia, com a divulgação de projeções otimistas para o setor agroindustrial. Segundo levantamento do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a cadeia do agronegócio deve gerar 207 mil novos postos de trabalho na região até 2027.
Realizado no Centro de Convenções de Goiânia dentro da programação da Expoind, o encontro reuniu representantes da CNI, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de organismos de fomento federal e estadual. O diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes, destacou que o crescimento projetado resulta da expansão, modernização e industrialização da agricultura e da pecuária locais.
Entre 1996 e 2022, o valor de transformação industrial (VTI) do Centro-Oeste saltou 173%, maior avanço do país. O indicador mede a diferença entre o valor bruto da produção industrial e os custos operacionais, refletindo a riqueza agregada ao produto final.
O estudo aponta que a criação de vagas deverá favorecer especialmente empresas de tecnologia ligadas ao campo, como agritechs, biotechs e nanotechs voltadas a bioprodutos, bioinsumos e saúde.
Durante a apresentação, a CNI listou cinco principais obstáculos para a inovação regional: falta de mão de obra qualificada (34,6%), resistência cultural e baixa maturidade digital (24,5%), burocracia e regulação excessivas (20,3%), necessidade de valorizar a biodiversidade e a ciência nacional (16,6%) e alto custo de infraestrutura e adoção tecnológica (16,6%).
Por outro lado, as oportunidades mapeadas incluem acelerar a transformação digital (34,6%), ampliar o acesso a fontes de fomento (23,1%), aumentar eficiência operacional (16,9%), fortalecer ecossistemas de inovação aberta (14,3%) e explorar a biodiversidade com foco em economia circular (11,1%).
Ao comentar o desempenho da região, Jefferson Gomes citou o caso do algodão: “Somos um dos maiores produtores do mundo, mas não temos quantidade proporcional de indústrias têxteis. A energia cara, a infraestrutura e a regulação ainda impõem gargalos”, afirmou.
Depois de percorrer Sul e Centro-Oeste, a Jornada Nacional de Inovação seguirá para o Nordeste e, na sequência, para Sudeste e Norte. Os resultados finais serão apresentados no Congresso Nacional de Inovação, marcado para março de 2026, em São Paulo.
Com informações de Portal da Indústria







